Durante as suas viagens por toda a Índia, Gandhi teve sempre uma bagagem muito simples: uma mochila com: lápis, papel, agulha e linha, uma tigela de barro, uma colher de madeira e uma roca. Levava também uma estatueta dos “Três Macacos Sábios”, um com as mãos sobre os olhos, o outro com as mãos sobre a boca e o terceiro com a mão sobre os ouvidos, para lembrá-lo dos três segredos da Sabedoria:
NÃO VEJA O MAL, NÃO OUÇA O MAL, NÃO FALE O MAL.
Os Três Macacos Sábios (em japonês: 三猿, sanzaru/san’en ou 三匹の猿, sambiki no saru) ilustram a porta do Estábulo Sagrado, um templo do século XVII localizado no Santuário Toshogu, na cidade de Nikko, Japão. Sua origem é baseada em um trocadilho japonês. Seus nomes são mizaru (o que cobre os olhos), kikazaru (o que tapa os ouvidos) e iwazaru (o que tampa aboca), que é traduzido como não ouça o mal, não fale o mal e não veja o mal. A palavra saru, em japonês, significa macaco e tem o mesmo som da terminação verbal zaru, que está ligado à negação.
